Sinopse: No interior da caatinga nordestina, Mirto cresceu presenciando a violência e o sofrimento. Da vida. Do mundo. De seu pai, Germão, para com ele e sua mãe, Dona Hermina, mulher que é puro amor e submissão.
A realidade desta família é transformada quando em uma trágica e fatídica noite, a pouca inocência infantil que ainda lhe restava é tirada de Mirto na forma da morte do pai agressor. Separados pela crueldade do destino, da culpa, do remorso e da vergonha, mãe e filho anseiam não só por um reencontro, mas principalmente por um perdão que pode libertá-los.
Em sua obra de estreia, O cozer das pedras, o roer dos ossos, Patrick Torres, enquanto nordestino, resgata a literatura brasileira regionalista que tanto o inspira e encanta.
Resenha:
O cozer das pedras, o roer dos ossos é um romance de literatura regionalista, escrito pelo autor Patrick Torres. Publicado pela Astral Cultural. É um livro nacional. Eu consegui o ebook no Encha seu Kindle de 2024. Esse livro é indicação da Mari do @sobreamorelivros . Eu conheci o escritor por ver resenha do livro dele várias vezes no instagram porém não o conheço pessoalmente. E recentemente segui o escritor no instagram onde ele costuma postar vídeos por lá.
“A dor tem memória.”
Esse livro é sobre uma narrativa densa, intensa e atmosférica, marcada por uma linguagem poética, simbólica e expressiva. O livro mergulha em temas como memória, violência, identidade e sobrevivência, explorando a condição humana em cenários áridos, hostis e metafóricos. A história acompanha personagens que enfrentam situações-limite, nas quais o sofrimento físico e emocional se mistura a reflexões profundas, existenciais e filosóficas sobre pertencimento e sentido da vida. O próprio título sugere essa dimensão brutal e sensorial, evocando ideias de transformação, resistência e desgaste contínuo.
“A terra guarda o que esquecemos.”
E mais com uma escrita fragmentada, não linear e sugestiva, a obra privilegia sensações, imagens e símbolos em vez de uma trama convencional, convidando o leitor a interpretar, sentir e reconstruir significados ao longo da leitura. Além disso, o livro pode ser entendido como uma espécie de alegoria da experiência humana, em que dor, memória e linguagem se entrelaçam para revelar camadas ocultas da realidade. Essa abordagem torna a leitura ao mesmo tempo desafiadora e envolvente, exigindo atenção e abertura para múltiplas interpretações.
“Viver também é resistir ao que nos desfaz.”
Portanto eu gostei do livro, alcançou minhas expectativas. Foi uma leitura interessante e cheio de reflexões. Pretendo ler o outro livro dele chamado Seca, bebe sangue a terra. Se ele concordar futuramente posso entrevistar ele no instagram em live. Desejo muito sucesso para ele. Se você gosta de livros com realismo regionalista e se interessou, indico essa leitura. E esse livro está disponível no MEC Livros e na Amazon. Recomendo.
“O corpo aprende o que a palavra não diz.”


Nenhum comentário:
Postar um comentário